Pato ou Águia? Você decide.

20/09/2016 § 1 comentário

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Eu estava no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante. O motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata. O taxista saiu, me abriu a porta e disse:
– Eu sou Willy, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão.

No cartão estava escrito: “Missão de Willy – Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável.”

Fiquei impressionado. O interior do táxi estava igualmente limpo. Willy me perguntou:
– O Sr. aceita um café?

Brincando com ele eu disse:
– Não, eu prefiro um suco.”

Imediatamente ele respondeu:
– Sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água”

Também me disse:
– Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.

Ao começar a corrida Willy me disse:
– Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertórios que elas tocam.

Como se já não fosse muito, o Willy ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa. Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido. Eu perguntei:
– Você sempre atende seus clientes assim?
– Não”, ele respondeu. Não sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro chamado: “Quem você é faz a diferença.”

Ele dizia: “Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato. Seja uma águia! Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas…

Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças. No meu primeiro ano como águia dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O sr. teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagem. Se não posso atender, consigo um amigo taxista “águia” confiável para fazer o serviço.

Willy era fenomenal. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. Willy o taxista decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.
Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal. Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais? Lembre: A DECISÃO É SUA E CADA VEZ VOCÊ TEM MENOS TEMPO PARA MUDAR.

(Autor Desconhecido)

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O Rato e o Caracol

18/08/2016 § Deixe um comentário

 

 

Rato e Caracol

Um rato saiu de manhã para trabalhar e no caminho cruzou com um caracol. Muitas horas depois, após um dia exaustivo em que teve que batalhar arduamente para caçar sua comida e escapar de seus predadores, o rato retornou exausto. E notou que o caracol não havia se movido mais que dois metros.

O rato parou e comentou que se sentia compadecido pelo fato de o caracol ter uma vida tão monótona, tão sem emoções, enquanto ele, rato, conseguira viver, em apenas um dia, aventuras que o caracol não viveria em toda existência.

– Emérito rato, disse o caracol, como tenho bastante tempo para observar e refletir, permita-me oferecer-lhe alguns dados comparativos entre nossas espécies, que talvez possam ajudá-lo a rever o seu ponto de vista. Caracóis têm casa própria e ratos são escorraçados de todos os lugares aonde chegam. Caracóis vivem em jardins e ratos, em esgotos. O alimento dos caracóis está sempre ao alcance, enquanto ratos precisam caminhar horas e horas para encontrar comida. Por isso, caracóis podem passar o dia apreciando a natureza, ao passo que ratos não podem se descuidar nem por um segundo. E não por acaso, caracóis vivem cinco anos. Dois a mais que os ratos.

O rato ouviu a tudo atentamente. Ponderou que o caracol tinha razão em tudo o que havia dito e, com uma violenta pisada, esmagou o caracol contra o chão.

Felizmente o solo era fofo o suficiente para que o caracol sobrevivesse. Mas ele aprendeu uma pequena lição que lhe seria útil pelo resto da carreira. Por mais razão que você tenha, nunca tente provar a alguém que se acha o máximo, que ele não é nada daquilo.

Porque não há negócio pior do que “oferecer sabedoria a quem só pode pagar com ignorância.”

(Max Gehringer)

Como Consertar o Mundo

22/05/2016 § Deixe um comentário

Mapa Mundi

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.

Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

— Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:

— Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança.

Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

Então ele perguntou:

— Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

— Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era.

Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

(Autor Desconhecido)

O Buscador

02/06/2015 § 1 comentário

Buscador

Esta é a história de um homem a quem eu definiria como um buscador…

Um buscador é alguém que busca, não necessariamente alguém que encontra. Também não é necessariamente alguém que sabe o que está buscando; é simplesmente alguém para quem sua vida é uma busca permanente.

Um dia o buscador sentiu que devia ir à cidade de Kammir. Ele tinha aprendido a obedecer rigorosamente a estas sensações que surgiram de algum lugar desconhecido de si mesmo, de maneira que abandonou tudo e partiu. Após dois dias de marcha em empoeirados caminhos, lá longe divisou Kammir. Um pouco antes de chegar à cidade, chamou-lhe poderosamente a atenção uma colina que se encontrava à direita do caminho. Ela estava coberta de um verde maravilhoso, com numerosas árvores, pássaros e flores encantadoras; tudo estava rodeado por uma pequena cerca envernizada…Uma pequena porta de bronze o convidava a entrar

De repente sentiu que esquecia da cidade e não resistiu à tentação de descansar um momento naquele lugar.

O buscador atravessou o portal e começou a caminhar lentamente entre as brancas pedras distribuídas como que aleatoriamente entre as árvores. Permitiu que seus olhos pousassem como borboletas em cada detalhe desse paraíso multicolor. Seus olhos eram olhos de um buscador e, talvez por isso, descobriu sobre uma daquelas pedras aquela inscrição:

“Abdul Tareg viveu 8 anos, 6meses, 2 semanas e 3 dias.”

Sentiu-se um pouco angustiado ao perceber que essa pedra não era simplesmente uma pedra, era uma lápide. Sentiu pena ao pensar em uma criança tão nova enterrada naquele lugar.

Olhando ao redor, o homem se deu conta de que a pedra seguinte também tinha uma inscrição. Aproximou-se e viu que estava escrito:

“Yamir Kalib, viveu 5 anos, 8 meses e 3 semanas.”

O buscador sentiu-se terrivelmente transtornado. Esse belo lugar era um cemitério e cada pedra era uma tumba. Uma por uma começou a ler as lápides. Todas tinham inscrições similares: um nome e o exato tempo de vida do morto. Porém, o que lhe causou maior espanto foi comprovar que quem mais tinha vivido, apenas ultrapassava os 11 anos… Invadido por uma dor muito grande, sentou-se e começou a chorar.

A pessoa que tomava conta do cemitério, que nesse momento por ali passava, aproximou-se. Permaneceu em silêncio enquanto olhava o homem chorar e, após algum tempo, perguntou-lhe se chorava por alguma pessoa da família.

Não, ninguém da família. – respondeu o buscador – O que se passa nessa cidade? Que coisa tão terrível acontece aqui? Por que tantas crianças mortas enterradas neste lugar? Qual a horrível maldição que pesa sobre essas pessoas que as obrigou a construir um cemitério de crianças?

O velho sorriu e falou:

– Pode acalmar-se. Não existe nenhuma maldição. O que acontece é que aqui temos um antigo costume que lhe contarei… Quando um jovem completa seus quinze anos, ganha de seus pais uma caderneta, como esta que eu mesmo levo aqui, pendurada no pescoço. É uma tradição entre a gente, que a partir desse momento, cada vez que você desfruta intensamente de alguma coisa, abre sua caderneta e escreve nela: À esquerda o que foi desfrutado… À direita, o tempo que durou o prazer. Conheceu uma moça e se apaixonou por ela.

Quanto tempo durou essa enorme paixão e o prazer de conhecê-la? Uma semana? Duas? Três semanas e meia?… E depois…, a emoção do primeiro beijo, quanto durou? O minuto e meio do beijo? Dois dias? Uma semana?… E a gravidez ou o nascimento do seu primeiro filho…? E o casamento dos amigos? E a tão desejada viajem? E o encontro com o irmão que retorna de um longínquo país?

Quanto tempo desfrutou dessas situações…? Horas? Dias…? Assim, vamos anotando na caderneta cada momento que desfrutamos… cada momento.

Quando alguém morre, é nosso costume abrir a caderneta e somar o tempo desfrutado para gravá-lo sobre a pedra, porque este é, para nós, o único tempo VIVIDO.

(Autor Desconhecido)

A Grandeza do silêncio

20/05/2015 § Deixe um comentário

Silêncio

O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age…
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença…
Quando te basta que só Ele te compreenda.

(Autor desconhecido)

O Vendedor de Palavras

14/05/2015 § 1 comentário

Vendedor

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, “indigência lexical”. Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma ideia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: “Histriônico – apenas R$ 0,50”. Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinquenta curiosos parasse e perguntasse.

– O que o senhor está vendendo?
– Palavras, meu senhor. A promoção do dia é “histriônico” a cinquenta centavos, como diz a placa.
– O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
– O senhor sabe o significado de “histriônico”?
– Não.
– Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
– Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
– O senhor tem dicionário em casa?
– Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
– O senhor estava indo à biblioteca?
– Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
– Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinquenta centavos de real!
– Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
– Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
– O que pretende com isto? Vai ficar rico vendendo palavras?
– O senhor conhece Nélida Piñon?
– Não.
– É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o país sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
– E por que o senhor não vende livros?
– Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
– E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem a barriga.
– A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona de casa, ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto, se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
– O senhor não acha muita pretensão? Pegar um…
– Jactância.
– Pegar um livro velho…
– Alfarrábio.
– O senhor me interrompe!
– Profaço.
– Está me enrolando, não é?
– Tergiversando.
– Quanta lengalenga…
– Ambages.
– Ambages?
– Pode ser também “evasivas”.
– Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só “histriônico” estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
– Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
– É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
– Tem troco para cinco?

* Fábio Reynol (1973), paulista da cidade de Campinas, é jornalista e escritor. Trabalha como assessor de imprensa, redator para Internet e ghostwriter. Tem vários trabalhos, nenhum publicado, entre eles o livro-reportagem “A verdadeira história de Pedrinho Matador” escrito em parceria com a jornalista Patrícia Capovilla. Publicou, em fins de Novembro/2008, o livro “O vendedor de palavras — Crônicas de um país de tanga na mão e corda no pescoço”

Regras Áureas

12/09/2014 § 1 comentário

Olho

NÃO DIGAIS
Tudo quanto sabeis
Por que aquele que diz
Tudo quanto sabe
Muitas vezes dirá
O que não sabe!

NÃO FAÇAIS
Tudo quanto podeis
Porque aquele que faz
Tudo quanto pode
Muitas vezes fará
O que não deve!

NÃO ACREDITEIS
Tudo quanto ouvis
Porque aquele que acredita
Tudo quanto ouve
Muitas vezes acreditará
O que não ouve!

NÃO GASTEIS
Tudo quanto tendes
Porque aquele que gasta
Tudo quanto tem
Muitas vezes gastará
O que não tem!

NÃO JULGUEIS
Tudo quanto vedes
Porque aquele que julga
Tudo quanto vê
Muitas vezes julgará
O que não viu!

Regras Áureas, achada numa pedra, nas ruínas de Persépolis, cidade construída por Dário e incendiada por Alexandre (331 A.C.)