Confissão Negativa do Julgamento de Osíris

07/06/2013 § Deixe um comentário

Julgamento de Osíris

“Homenagem a ti, ó Grande Deus, Senhor da dupla Maat, vim ver-te ó meu Senhor, e cheguei até aqui para contemplar tua beleza. Conheço-te, conheço o teu nome, e conheço os nomes dos quarenta e dois deuses que estão contigo na Sala da dupla Maat, que vivem como carcereiros de pecadores e se alimentam do sangue destes últimos no dia em que a vida dos homens são tomadas em consideração na presença do deus Un-nefer; na verdade ‘Recti-merti-neb-Maati’ (irmãs gêmeas com dois olhos, senhoras da dupla Maat) é o teu nome. Na verdade vim a ti e trouxe-te Maat (justiça e verdade), e destruí a maldade para ti.

Não fiz mal à humanidade.
Não oprimi os membros da minha família.
Não pratiquei o mal em lugar da justiça e da verdade.
Não tenho conhecido homens sem valor.
Não tenho praticado o mal.
Não tenho feito que a primeira consideração de cada dia seja a de mandar realizar para mim um trabalho excessivo.
Não apresentei meu nome para exaltação de honrarias.
Não maltratei criados.
Não desprezei a Deus.
Não fraudei o oprimido de sua propriedade.
Não fiz o que os deuses abominam.
Não fui causa de que o chefe prejudicasse os servo.
Não causei dor.
Não fiz nenhum homem sofrer fome.
Não fiz ninguém chorar.
Não pratiquei homicídio.
Não dei ordem para que nenhum homicídio fosse praticado em meu proveito.
Não infligi sofrimento ao gênero humano.
Não fraudei os templos das suas oblações.
Não roubei os bolos dos deuses.
Não furtei os bolos oferecidos às almas imortais.
Não forniquei.
Não me polui nos lugares sagrados do deus da minha cidade.
Não subtraí coisa alguma do alqueires.
Não acrescentei nem roubei com fraude terra nenhuma.
Não me apossei dos campos de outrem.
Não mexi nos pesos da balança para enganar o vendedor.
Não li errado o que indicava a balança para enganar o comprador.
Não tirei o leite da boca das crianças.
Não levei o gado que estava em seus pastos.
Não peguei no laço os pássaros de penas das coutadas dos deuses.
Não peguei peixe com isca de feita de peixe da sua espécie.
Não represei água no tempo em que ela devia correr.
Não sangrei nenhum canal de água corrente.
Não apaguei o fogo (ou luz) que devesse arder.
Não infringi os tempos de oferecer as oblatas seletas de comida.
Não espantei o gado da propriedade dos deuses.
Não repeli Deus em suas manifestações.

Sou puro. Sou puro. Sou puro. Minha pureza é a pureza do grande Benu que está na cidade de Suten-henen (Heracleópolis), pois eis que sou o nariz do Deus dos ventos, que faz toda a humanidade viver no dia em que o Olho de Rá está cheio em Anu (Heliópolis) no fim do segundo mês da estação Pert (isto é, a estação de crescer) na presença do divino senhor da terra. Vi o Olho de Rá quando estava cheio em Anu e, portanto, não me aconteça nenhum mal nesta terra e na Sala da dupla Maat, pois sei os nomes dos deuses que ali estão e que são os seguidores do grande deus.”

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