Insubstituível

13/10/2013 § 2 Comentários

Insubstituível

 

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “Ninguém é insubstituível.”

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
– Alguma pergunta?
– Tenho sim.
– E Beethoven?
– Como? – encara o diretor confuso.
– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio… O funcionário fala então:
– Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc…

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus ‘erros/deficiências’.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico…

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outras moradas’. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos: …Ninguém… pois nosso Zaca é insubstituível”

Portanto, nunca esqueça: Você é um talento único… e com toda certeza ninguém te substituirá!

“Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo…, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.”

“No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é…, e outras…, que vão te odiar pelo mesmo motivo…, acostume-se a isso…, com muita paz de espírito. ..”.

É bom para refletir e se valorizar!

Um bom dia… insubstituível!!!

(Autor Desconhecido)

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§ 2 Respostas para Insubstituível

  • babrahao@hotmail.com disse:

    Todas as pessoas citadas no texto mto talentosos e insubstituíveis sem dúvida…. o autor do texto só se esqueceu que todos trabalhavam em prol de satisfazer seu prórpio prazer, nenhum deles fazia aquilo por função ou obrigação profissional! Quando se fala a frase “NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL”, siginifica dizer que nenhuma empresa, comércio ou indústria irá parar ou depender de alguém (incluindo donos) para prosperar e crescer, se fosse assim o que seria da APPLE após a morte de Steve Jobs? Onde estariam Mickey, Pato Donald & Cia após a morte do seu criador Walt Disney, que não chegou a ver nem 1/10 do império que sua criação se tornou? E o que seria da Petrobrás toda vez que algum grande diretor/presidente saísse? Pessoas passam… uma empresa consolidada e forte fica…. infelizmente essa é a realidade do mercado, bons profissionais são FUNDAMENTAIS para a consolidação de qualquer empresa…. mais nunca INSUBSTITUÍVEIS!!!

  • Núbia Castro disse:

    As pessoas são insubistutuíveis , mas o trabalho não. O tranbalho pode ser realizado de forma diferente porque serão feitos por outras pessoas.

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