A Verdadeira Perfeição

15/05/2014 § Deixe um comentário

Beisebol

 

No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida  escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum. Num jantar  beneficente  de Chush, o  pai de   uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido  pelos que ali estavam presentes.

Depois de  elogiar a escola e seu dedicado  pessoal,  perguntou:
– Onde está a perfeição no meu filho Pedro,  se tudo o  que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não  pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não se pode lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas  ele continuou:
– Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca  está no modo  como as pessoas reagem diante desta criança.

Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
– Pai, você acha que eles me deixariam jogar?

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no  campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação  de seus companheiros de equipe e  mesmo  não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
– Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava.  Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três.

No final da nona rodada, a  equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as  bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado  para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe  deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à  possibilidade de ganhar o jogo?  Surpreendentemente, foi dado o  bastão a Pedro.

Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível,  porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.

Porém,  quando  Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu.

Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro  e o seu  companheiro da equipe  balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.

Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido… mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo.

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou:
– Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base. Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:
– Corre para a terceira. Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
– Pedro, corre para a base principal.

Pedro correu para a base principal,  pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.

Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão  lindo no rosto do meu filho!

(Autor Desconhecido)

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A Força da Humildade

29/03/2014 § 2 Comentários

Humildade

Nestes tempos globalizados em que vivemos, a palavra humilde teve seu significado distorcido para pobreza de espírito, ignorância, fraqueza… Sentidos que, na realidade, ela não possui. A palavra humilde vem do latim humile e, etimologicamente, quer dizer baixo, rente com a terra.

Na natureza, como todos sabem, tudo se transforma. Temos um grande exemplo de humildade, quando as folhagens, frutos, animais mortos e troncos se decompõem, voltam para a terra em forma de adubo orgânico, nutrindo toda a vida à sua volta. Sob este prisma, cada um de nós, um dia, terá com certeza a sua oportunidade de ser humilde.

Segundo os hebreus, humildade é modéstia e reconhecimento, oriunda da palavra hebraica “hoda’a”, que significa dizer “muito obrigado” a Deus. A humildade, ao contrário do que muitos pensam, não é depreciar a si mesmo, nem a ignorância com relação ao que somos, mas justamente o inverso; é o conhecimento exato do que não somos; é a aceitação plena dos próprios defeitos e qualidades sem a necessidade de invocar a vaidade.

A verdadeira humildade é vista apenas nos processos de autoconhecimento avançados; é aquela em que o homem tem consciência plena de quem ele é – das suas habilidades, das suas qualidades e defeitos –, compreende, assim, a natureza da sua inferioridade, reconhece seus limites, mas isto não o aflige; ele se esforça para atingir a excelência na busca incessante de seu aperfeiçoamento físico, mental e espiritual.

A Humildade é a coragem de assumir que “posso estar errado” e exige a responsabilidade de aprender com as experiências e conhecimentos disponíveis ao seu redor.

Segundo a filosofia judaica, se a tolerância é o motor da vida, a humildade é o seu combustível.

Juan Luis Lorda professor de Antropologia na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra na Espanha diz que quem ama a verdade, procura formar a consciência: conhecer os princípios morais, pedir conselho a pessoas corretas e com experiência; não considerar humilhante que nos corrijam. De fato, os outros observam-nos de fora e com mais objetividade do que nós mesmos. Também é preciso tirar experiência dos próprios atos, examinar-nos com freqüência (diariamente) e corrigir os erros. É preciso ser humilde para reconhecer os erros e retificar, mas isso nos dará uma grande sabedoria, e capacidade de ajudar os outros também.

Sendo assim o auto conhecimento é a base da humildade, um exemplo ineverso disso é a declaração do jogador de futebol, o Português Cristiano Ronaldo no final de 2008, “Eu sou o Primeiro, o segundo e o terceiro melhor jogador de futebol do mundo”. Quantos supostos Cristianos Ronaldos nós conhecemos na empresa e no mundo, aqueles que acham que resolvem tudo sozinhos, experimente coloca-lo num jogo onde somente ele integrasse o time.

Humildade é trabalho em equipe, é reconhecer que o outro é tambem peça fundamental do seu sucesso.

Li numa revista uma vez uma declaração fantástica: “Caso você encontre quaisquer erros nesta revista, por favor, lembre-se que eles foram colocados ali de propósito. Tentamos oferecer algo para todos. Algumas pessoas estão sempre procurando erros e não desejamos desapontá-las”.

Mas como desenvolver a humildade?

Segue algumas atitudes diárias que desenvolvem a humildade:
– Admitir que você não é o dono da verdade e que não sabe tudo;
– Ouvir os outros com atenção, pois qualquer pessoa pode lhe ensinar alguma coisa;
– Não confundir humildade com humilhação;
– Coragem! Humildade não é para covardes e fracos, somente os fortes conseguem ser humildes;
– Conseguir enxergar os pontos fortes ao invés dos fracos das pessoas ao seu redor;
– Ter sensibilidade para perceber e disponibilidade para servir;

A humildade será um diferencial dos líderes do futuro, pois o sucesso das organizações dependerá cada vez mais de sua capacidade de valorizar as pessoas incentivando-as a vencer a si mesmas.

Lembrando-se de que humildade tem uma característica estranha, ela é a viagem não o destino, pois no momento em que achamos que a temos, já a perdemos.

Como disse Ralph Waldo Emerson: “O grande homem está sempre disposto a ser pequeno”.

Suce$$o

* Roberto Recinella

O Rato Roeu o Queijo do Rei

25/03/2014 § 1 comentário

Ratinho

Deitado, eu lia uma estória para a minha neta Mariana, quando, repentinamente, tive a experiência mística da iluminação: vi, com clareza acima de qualquer dúvida, aquilo que os mais argutos filósofos não conseguiram ver. Vi, como num quadro, a solução para o enigma da democracia.

A democracia, eu sempre amei. Mas agora o meu amor transformou-se em saber filosófico. Sei as razões da democracia. E porque desejo que você, leitor, tenha saber idêntico ao meu, passo a contar-lhe a mesma estória que eu contava à minha neta no momento da iluminação.

Havia, outrora, num país distante, um rei que amava os queijos acima de quaisquer outros prazeres. O seu amor pelos queijos era tão grande que ele, movido por curiosidade científica e interesses gastronômicos, mandou vir, de todas as partes do mundo, os mais renomados especialistas em queijo, aos quais foram oferecidos recursos não só para continuar a fabricação dos queijos já conhecidos, como também para se dedicar à pesquisa de novos queijos, para assim alargar as fronteiras da ciência, da técnica e da gula. Ficaram famosos os queijos fabricados com leite de baleia e leite de unicórnio, estes últimos procuradíssimos pelas suas virtudes afrodisíacas.

O palácio do rei era um enorme depósito de queijos de todas as qualidades, encontrando-se nele os queijos camembert, cheddar, edam, emmentaler, gorgonzola, gouda, limburger, parmesão, pecorino, provolone, sapsago, trapista, prato, minas, mussarela, ricota, entre outros.

O país tornou-se famoso e enriqueceu-se com a exportação de queijos. O seu cheiro atravessava os mares. Universidades foram criadas com o objetivo de desenvolver a ciência dos queijos. Houve mesmo uma escola teológica que, pelos rigores da exegese dos Textos Sagrados, concluiu que o santo sacramento da eucaristia não foi primeiro celebrado com pão e vinho, mas com queijo e vinho, donde se originou o costume que perdura até hoje nas celebrações profanas.

Aconteceu, entretanto, que além do rei e do povo, havia outros seres no reino que também gostavam de queijo: os ratos. Atraídos pelo cheiro que saía do palácio, mudaram-se para lá aos milhares e passaram, imediatamente, abanquetear-se com os queijos reais. Os ratos tomaram todos os lugares. Encontravam-se nos armários, nas gavetas, nas canastras, nas camas, nos sofás, na cozinha, nos chapéus, nos sapatos, nos bolsos e até mesmo na barba do rei. Mas o pior de tudo era que os ratos, premidos por imperativos digestivos, tinham de expelir por uma extremidade o que haviam engolido pela outra, e à medida que andavam, iam deixando pelos corredores, salas e quartos do palácio um imenso rastro de minúsculos cocozinhos, redondos, durinhos e malcheirosos.

Furioso, o rei chamou os seus ministros e perguntou-lhes: – Que fazer para nos livrarmos dos ratos? Eles responderam: – É fácil, Majestade. Basta trazer os gatos. O rei ficou felicíssimo com idéia tão brilhante e mandou trazer uma centena de gatos para dar cabo dos ratos. Os ratos, ao ver os gatos, fugiram espavoridos. Foram-se os ratos. Ficaramos gatos, que encheram o palácio.

À semelhança dos ratos, os gatos comiam tudo o que viam e, compelidos pelas mesmas exigências fisiológicas que moviam os roedores, cobriram os brilhantes pisos do palácio com seus cocos fedorentos. Furioso, o rei chamou os seus ministros e perguntou-lhes: – Que fazer para nos livrarmos dos gatos? E eles responderam: – É fácil, Majestade. Basta trazer os cachorros. Vieram cachorros de todos os tipos, grandes e pequenos, curtos ecompridos, lisos e pintados. Os gatos, ao ver os cachorros, fugiram espavoridos. Foram-se os gatos,ficaram os cachorros, que encheram o palácio.

E a mesma estória se repetiu. Ao final, havia cocos de cachorro por todos os lugares do palácio. Furioso, o rei chamou os seus ministros e perguntou-lhes: – Que fazer paranos livrarmos dos cachorros? E eles responderam: – É fácil, Majestade. Basta trazer os leões. Vieram os leões com suas jubas e seus urros. Os cachorros, ao vê-los chegar, fugiram em desabalada carreira. Foram-se os cachorros, ficaram os leões. Mas os leões não só comiam cem vezes mais, como defecavam cem vezes mais que os minúsculos camundongos.

O tesouro real entrou em crise. Baixaram as reservas do ouro. Começou a faltar dinheiro para comprar carne e para pagar os catadores de cocos, que ameaçaram entrar em greve. Furioso, o rei chamou os seus ministro e perguntou-lhes: – Que fazer para nos livrarmos dos leões? E eles responderam: – É fácil, Majestade. Basta trazer os elefantes. Foram-se os leões. Ficaram os elefantes. Enormes eles comiam montanhas e defecavam montanhas. O palácio transformou-se num enorme monte de bosta de elefante. E a fedentina do reino atravessou os mares.

Furioso, o rei chamou os seus ministros e perguntou-lhes: – Que fazer para nos livrarmos dos elefantes? Os ministros lembraram-se, então, de que os elefantes, que nada temem, estremecem de medo ao ver um ratinho. E responderam em coro: – É fácil, Majestade. Basta trazer os ratos! E assim foi feito. Voltaram os ratos. Foram-se os elefantes e viveram felizes para sempre.

O dia chegará quando minha neta terá crescido. Não mais lhe contarei estórias. Ela aprenderá sobre a política. Quererá visitar os prédios do Congresso Nacional, símbolos da democracia. Notará, espantada, que há cocozinhos de ratos em todos os lugares. Me dirá, espantada: “Vovô, deve haver muitos ratos por aqui!” Eu responderei: “Sim, muitos ratos.” E ela me perguntará: “Mas por que não se trazem os gatos para acabar com os ratos? Então eu lhe contarei de novo esta estória e lhe direi: “Aprenda a grande lição da democracia: é preferível coco de rato à bosta de elefante”.

* Rubem Alves

A Interpretação Gnóstica do Xadrez

11/03/2014 § 1 comentário

Chess (12)

O Jogo da Vida vulgarmente conhecido como Xadrez, é o Jogo que representa simbolicamente a Vida em si, o percurso de cada um em cujo objectivo é ascender, transmutar, como em alquimia, as energias e eliminar os nossos egos, limpando o nosso transfundo para de Seres Lunares (o que somos) ascendermos a Seres Solares (o que pretendemos ser). Porém a vida é um tabuleiro de xadrez, no qual cada um dos nossos actos é uma jogada. Se as nossas jogadas forem boas, inteligentes e oportunas o resultado será o êxito, saúde e longevidade. Se pelo contrário as nossas jogadas forem feitas de má-fé, egoístas e inoportunas, o resultado será o fracasso, a enfermidade e a morte.

O Tabuleiro: É o jogo da Vida e nunca sabemos quando jogamos a última partida. O Tabuleiro é um quadrado perfeito com 8 casas em cada um dos quatro lados. Representam as 8 Dimensões Cósmicas e as 8 realidade alternativas.

Os Quadrados Pretos e Brancos: Símbolo maçónico que representa o dualismo cósmico da terceira dimensão, representando o Yin e o Yang, a Roda do Samsara ou Roda da Vida, as forças evolutivas e involutivas que por vezes nos energizam, as casas pretas dão-nos força negra e as casas brancas, força branca, representando o positivo e negativo, o equilíbrio em tudo.

Os Peões. Indicam as 8 Virtudes de Kundalini e que as devemos conquistar para podermos ser aceites por Devi Kundalini. Os Peões Representam as Massas Populacionais, o Povo.

Rei e a Rainha. Simbolizam o Homem e a Mulher, o género masculino e feminino que trabalham para a Grande Obra Divina da Vida, porém daqui surgem relações karmicas punitivas e/ou auxiliantes.

Os Bispos, os Cavalos e as Torres representam as Ordens/Sociedades Secretas:
– Os Bispos são a Lança e a Gadanha, simbolizando desta maneira a Mãe Divina fabricante de Corpos e desintegradora de Egos. Representam as Ordens Religiosas
– Os Cavalos: são a força que se vai adquirindo através do trabalho com a energia sexual transmutada, simboliza também a Inteligência, a Ousadia e a Astucia. Representam as Ordens Laborais, Militares e Bélicas.
– As Torres são a manifestação do Corpo Astral (dos Desejos) e o Mundo Mental (da Racionalização). Representam as Ordens Políticas do Poder.

Se analisamos numericamente a quantidade de casas num tabuleiro, encontraremos 64 casas (6+4=10), que para efeitos cabalísticos, dá-nos um total de 10, o qual representa a Lei da Recorrência, a Repetição, a Retribuição, a Roda do Samsara, as forças evolutivas. (Lei do Dharma+Lei do Karma = 5+5=10)

A quantidade de casas brancas é 32 (3 + 2 = 5), a lei do Dharma. Em linguagem mística da luz, quando nos iniciamos, quer no Jogo quer na Vida, existem forças brancas que nos dão as boas vindas, ou seja, quando nascemos somos “peões” com energia branca que nos indica o caminho da evolução.

Porém como nada na Natureza é exacto, chega o momento em que somos postos à prova e somos confrontados com o sucesso/fracasso e mediante as nossas acções receberemos em conformidade as reacções que caracterizam a Lei do Karma e Dharma e ou nos fazem cair nas garras das forças involutivas e perdemos o jogo, ou por outro lado nas forças evolutivas e ganhamos o jogo ou ainda por seu lado nenhuma delas e empatamos permanecendo no mesmo Estado Evolutivo (caracterização da Roda do Samsara). A quantidade de casas pretas é de 32 (3 + 2 = 5), a Lei do Karma, que na linguagem mística das trevas é a decadência, a disfunção e a morte.

Todavia o bem e o mal não existem. Uma coisa é boa quando nos convém e má quando, igualmente por interesse, não nos convém. Na verdade o Ser Humano é um animal de interesses. O bem e o mal são uma questão de conveniências caprichosas do Corpo Mental.

O homem que inventou as fatídicas terminologias do Bem e do Mal foi um atlante chamado “Makari Kronverzyon”, distinto membro da sociedade científica “Akaldan”, situada no continente perdido. Este velho sábio jamais suspeitou do grave dano que causaria à humanidade ao inventar esta duas terminologias antagónicas/facções.

Fonte – Portugal Esotérico.org

O rabo está abanando o cachorro

01/03/2014 § Deixe um comentário

Rabo abana cão

José foi assaltado. Levaram o carro dele.
Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo:
“Eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo”.

Maria foi estuprada, e quase morreu.
Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio:
“Eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha”.

Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação.
Ele – o João, e não o ladrão – assumiu total culpa pelo crime:
“Eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua”.

Maria foi morta durante um assalto.
Ela gritou e acabou levando um tiro.
Por ocasião de seu enterro, Maria foi condenada por todos os presentes:
“Que estupidez dela ter gritado, todo mundo sabe que durante um assalto o melhor é ficar em silêncio”.

Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava.
Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente:
“Ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa”.

No mesmo morro Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes.
Seus amigos o criticaram ferozmente:
“Que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro”.

Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro.
Seus empregados reclamaram dele:
“Que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrina”.

Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre.
Mas a loja foi assaltada de novo, e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter
demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente:
“seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente,
e quase levamos um tiro por sua causa”.

Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante
quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes.
Seu futuro sogro não gostou:
“Este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e acabou passando por um assalto e traumatizando minha filha”.

Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá.
Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe:
“Que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local”.

Patrícia viajou a negócios.
Desembarcou no aeroporto com seu “notebook” e tomou um táxi.
Não conseguiu andar dois quarteirões – foi assaltada em um semáforo.
Na empresa, foi imediatamente repreendida:
“Você não poderia ter desembarcado sem antes esconder o “notebook”, deste jeito você pediu para ser assaltada”.

E é assim, de exemplo em exemplo, todos já parte do nosso cotidiano,
que vamos chegando a uma verdadeira “rotina do absurdo”.

Aqui no Brasil
é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas,
é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer,
é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e
é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica
que já não causa surpresa as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.

Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza das nossas instituições,
talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro.

(Autor Desconhecido)

Os Efeitos do Pensamento

28/02/2014 § 1 comentário

Pensamento

 

O efeito imediato do pensamento sobre o nosso corpo, espírito, trabalho, felicidade, enfim, sob todos os aspectos da vida, é tão indiscutível que se torna desnecessário demonstrar.

A experiência, porém, tem revelado que muitos estudantes não se apercebem do poder que o pensamento exerce sobre suas ações e, consequentemente, sobre o resultado dessas ações.

Não é, portanto, demasiado tratarmos, embora ligeiramente, desse assunto.

Um pensamento, alguém já o disse, é o início de uma ação.

Tudo que executamos é consequência de um pensamento que alimentamos em nossa mente.

Podemos praticar um ato sob qualquer impulso momentâneo, porém, esse impulso é resultado de um pensamento ou pensamentos que previamente surgiram em nossa mente.

A mente subconsciente é um centro de extraordinário poder e energia.

É uma força cega e atua por sugestão. Em outras palavras, age pelas impressões que recebem da mente objetiva e, portanto, a espécie de ação que produz, no plano físico, depende da espécie, boa ou má, dessas impressões, pensamentos ou sugestões.

À vontade e o sentido moral devem iniciar sua obra defensiva por pensamentos e não por ações, porque dos primeiros derivam-se às últimas.

Por conseguinte, quem mantém pensamentos de pessimismo só pode expressar melancolia e fracasso; quem mantém pensamentos de falta de saúde, só pode manifestar enfermidades e transtornos reais, em seu organismo.

Se um jovem diz: “tenho medo de não poder executar qualquer trabalho”, fracassará. Porém, se ao contrário, afirma a si mesmo que pode realizá-lo, então a sua mente subconsciente fará todo o possível para ajudá-lo a vencer, e se não aspira qualquer coisa muito acima do seu desenvolvimento, conseguirá o que deseja, com toda certeza.

Os bons pensamentos geram boas ações e os maus, ao contrário precisamente; portanto, é no domínio do pensamento que reside o domínio de si mesmo. Todos os vícios, derivam-se dos maus pensamentos. A única maneira de adquirir virtudes é permitir pensamentos construtivos e positivos, acompanhados de correspondentes e adequadas ações.

Se numa manhã chuvosa alguém diz: “que manha horrível” essa manha ser-lhe-á horrível e bem assim para os outros, porque, deste modo, criou uma sugestão de tristeza e desolação para si e para quantos o ouviram.

Se, entretanto, esse alguém imagina que o tempo poderia ser muito pior, que a chuva é muito útil ao campo, que o sol brilha no seu máximo esplendor por trás das nuvens e que tudo é perfeito no mundo de Deus, eximir-se-á ditoso e feliz, e tornará os demais ditosos e felizes, graças às irradiações benéficas do seu pensamento.

Do mesmo modo, se alguém afirma a sua consciência: “hoje, sinto-me muito mal”, sua mente subconsciente age em absoluta concordância com esta afirmativa. A ordem é transmitida imediatamente aos milhões de minúsculos e laboriosos trabalhadores, cuja função é reparar, construir e manter a saúde orgânica e, neste caso, agem de acordo com a mensagem expedida.

Todo o sistema se deprime, diminui a vitalidade, decresce o poder de resistência de tal maneira que o corpo torna-se passível e em condições favorável a primeira infecção que se apresente.

Se ao contrário, alguém que não se sente muito bem, respire profundamente e ao executar esta prática repete: “o infinito é a minha saúde”, e mantém em sua mente o pensamento ou a imagem da saúde perfeita, sentir-se-á imediatamente melhor. A ordem: “manifesta-te, saúde perfeita!” será expedida telepaticamente a todo o corpo e a obediente falange de ativos trabalhadores receberá sua corrente de inspiração que os estimulará a trabalhar em benefício do paciente.

Igualmente, alguém que assevere: “estou certo de que não conseguirei este negócio”, sugere a si mesmo o seu pensamento. Todos os atos tenderão inconscientemente para esse fim e inevitavelmente fracassará. Mas, aquele que, em circunstâncias semelhantes, disser resolutamente: “ninguém ousará embaraçar os meus negócios; farei com que os meus produtos ou os meus serviços sejam tão bons que todos os meus clientes, em benefício da sua própria conveniência, continuarão a negociar comigo”, sentir-se-á inspirado pela sua própria sugestão, trabalhará e tornará os seus serviços tão indispensáveis ao público que, certamente acabará vencendo.

Vamos, pois que os pensamentos modificam nossa vida, e que com a simples fiscalização dos pensamentos, podemos dirigir as ações e, por meio desta, mudar o rumo do nosso destino e até o próprio ambiente.

A filosofia do Reto Pensar é de um valor incalculável. Ensina que os pensamentos mantidos na mente atraem, de acordo com a lei das vibrações, o material para a sua expressão objetiva; o que está presente na mente, com intensa claridade de pensamento e visão interna, manifesta-se na vida; cada modalidade de pensamento produz um fruto de sua própria espécie. Ensina que se existe confusão de pensamentos na mente, experimenta-se confusão e desarmonia na vida e, conforme os pensamentos e a visão mental, malogra-se ou glorifica-se a existência.

A prática de o Reto Pensar, além de exercitar a mente, harmoniza os pensamentos com as Leis Imutáveis que regem o Universo, e assim, concede na vida o maior bem, a verdadeira felicidade, o único êxito que realmente satisfaz.

* Henry Thomas Hamblin

Verdadeira liderança

18/02/2014 § Deixe um comentário

Lider

Você se considera uma pessoa que tem certa liderança sobre os outros ou prefere ser liderada?

Caso seja um líder, que tipo de liderança você exerce?

E se for liderado, que tipos de líderes você conhece?

A bem da verdade, não podemos afirmar que estamos somente na posição de líderes ou liderados, mas sim que mudamos de uma posição a outra com freqüência.

Algumas pessoas dizem que o verdadeiro líder já nasce feito, e que não adianta investir naqueles que não nasceram com tal atributo.

No entanto, ser um bom líder significa também ser alguém que sabe ser liderado.

Robert Wong, diretor geral de uma das maiores empresas de recrutamento de executivos do mundo, classifica os líderes em quatro grupos:
1. Os que mandam e querem ser obedecidos: são os líderes medíocres.
2. Os que explicam e tornam a explicar quantas vezes sejam necessárias até que o seu comandado entenda: são os bons líderes.
3. Aqueles que demonstram pelos próprios atos o que desejam que seus subordinados façam: são os grandes líderes.
4. Os que, pela sua autoridade intelecto-moral, inspiram os seus liderados: esses são os líderes supremos.

Em qualquer posição que você esteja, lembre-se de que o que importa não é mandar e ser obedecido ou temido, mas ser, acima de tudo, querido e respeitado.

Uma das características do verdadeiro líder, é a autoridade. Não o autoritarismo ou despotismo, que deseja ver suas ordens cumpridas sem questionamentos, mas a autoridade moral, daquele que diz façam porque é possível. Façam porque eu já fiz e sei que pode ser feito.

O falso líder grita antes que alguém questione a sua liderança. Por falta de argumentos ele bate na mesa e se impõe pela força, espalhando temor e ódio entre seus subordinados.

O verdadeiro líder sabe que é e não precisa impor isso a ninguém. Por essa razão ele é calmo, seguro e confiante. Quando chega, sua presença acalma e asserena os ânimos. Seus liderados têm-no como alguém que lhes inspira segurança.

Jesus foi e continua sendo o exemplo máximo de liderança de que a Terra já teve notícias.

Ele exerceu e exerce até hoje, um tipo de liderança que reúne o bom líder, o grande líder e o líder supremo.

Explicava aos Seus discípulos os ensinamentos de que era portador, como um bom professor que deseja que seus educandos cresçam e se tornem educadores também.

Demonstrava, pelos próprios atos, o que Seus seguidores precisavam fazer para chegar onde Ele chegou.

Inspirava àqueles que, resolutos, tomavam da sua cruz para segui-Lo e prossegue inspirando a todos que hoje desejam seguir Seus passos luminosos.
Você sabia?

Que a posição que ocupamos na Terra pode não ser a mesma no mundo espiritual?

É comum encontrar homens que foram líderes quando encarnados, depender do auxílio daqueles que eram seus subordinados.

Reis que foram amparados por seus súditos, rainhas que receberam socorro de suas servas e assim por diante.

É que no mundo espiritual só é levada em conta a verdadeira condição intelecto-moral dos seres, e não o cargo ou posição que tenha ocupado no mundo.

Por essa razão, vale a pena tratar bem todas as pessoas, independente da sua posição social, pois nunca sabemos se estamos diante de um espírito superior ou inferior a nós.

* Simone Freire

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