Uma História de Nobreza Moral e Espiritual

05/09/2014 § 2 Comentários

A decisão está em tuas mãos

29/08/2014 § Deixe um comentário

Borboleta na Mão

Havia um viúvo que morava com duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas, ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impaciente com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul, que usaria para pregar uma peça no sábio.

– O que você vai fazer? – perguntou a irmã.

– Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se  ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E, assim, qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.
– Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
– Depende de você. Ela está em suas mãos!

Nós somos responsáveis pelos nossos atos, seja em nossa vida pessoal ou profissional. As decisões estão em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com a nossa vida.

(Autor Desconhecido)

Flor da Honestidade

22/08/2014 § Deixe um comentário

Vaso Vazio

Conta a lenda que há muitos anos na China, um príncipe ia ser coroado imperador. Mas, de acordo com a lei, ele tinha de se casar. Sabendo disso, o rapaz lançou uma disputa entre todas as jovens moças do reino que se tinham apresentado.

– Vou dar a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer a mais bela flor será minha esposa.

O tempo passou e uma das jovens, a mais humilde delas, apesar de não ter tantas habilidades na arte da jardinagem, cuidava de sua sementinha com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria ficar preocupada com o seu resultado.

Os três primeiros meses se passaram e nada germinou. Ao expirar o prazo determinado, ela nada tinha conseguido, pois a flor não brotou. Consciente do seu esforço e dedicação, compareceu ao palácio na data e hora combinadas. Ela era a única cujo vaso de flores estava vazio.

Todas as restantes pretendentes levaram, cada qual, uma flor mais bela que a outra.

O príncipe observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção, e anunciou que a jovem que trazia o vaso vazio era a escolhida. Ela seria a sua futura esposa.

Ninguém compreendeu o porquê de ele ter escolhido justamente aquela que nada havia cultivado! Então, calmamente, ele esclareceu:
– Esta foi a única que cultivou a flor que a fez digna de se tornar uma imperatriz, a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Nunca deves desistir das tuas ideias. Acredita nelas e trabalha-as!

(Autor Desconhecido)

Fraqueza? Força!

15/08/2014 § 2 Comentários

judoUm garoto de dez anos de idade decidiu praticar judô, apesar de ter perdido seu braço esquerdo em um terrível acidente de carro. O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê, após três meses de treinamento, o mestre tinha lhe ensinado somente um movimento. O garoto então disse:
– Mestre, não devo aprender mais movimentos?

O mestre respondeu ao menino, calmamente e com convicção:
– Este é realmente o único movimento que você precisará saber.

Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio. O menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates e foi para a luta final do torneio. Seu oponente era bem maior, mais forte e mais experiente.

O garoto, usando os ensinamentos do mestre, entrou para a luta e, quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário. Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio. Era o campeão. Mais tarde, em casa, o menino e o mestre reviram cada movimento em cada luta.

Então, o menino criou coragem para perguntar o que estava realmente em sua mente:
– Mestre, como eu conseguir ganhar o torneio somente com um movimento?
– Você ganhou por duas razões – respondeu o mestre. Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais difíceis do judô. E, em segundo lugar, a única defesa conhecida para esse movimento é o seu oponente agarrar seu braço esquerdo.

A maior fraqueza do menino tinha-se transformado em sua maior força …

Moral da história: Assim, também nós podemos usar nossa fraqueza para que ela se transforme em nossa força. O que realmente importa é o poder da determinação.

(Autor Desconhecido)

Inferioridade

08/08/2014 § 1 comentário

Samurai_by_thequickbrownfox

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen.

Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre:
– Por quê estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por quê estou me sentindo assustado agora?

O Mestre falou:
– Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
– Agora você pode me responder por que me sinto inferior?

O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
– Olhe para estas duas árvores, a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: “Por quê me sinto inferior diante de você?” Esta árvore é pequena e aquela é grande – este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.

O samurai então argumentou:
– Isto se dá porque elas não podem se comparar.

E o Mestre replicou:
– Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer grande orador, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade , ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida.

(Autor Desconhecido)

O Problema dos 35 Camelos

01/08/2014 § Deixe um comentário

Necessidade de Julgar

25/07/2014 § 2 Comentários

Cavalo Branco

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia: “Este cavalo não é um cavalo para mim, é como se fosse uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?” O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.

Numa manhã descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu e disseram: “Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado! Teria sido melhor vendê-lo, que fatalidade!” O velho disse: “Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?”

As pessoas riram do velho, sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas quinze dias se passaram e, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta e não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: “Velho, você estava certo, não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma bênção.”

O velho disse: “Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma bênção ou não? Este é apenas um fragmento. Se você lê uma única palavra de uma sentença, como pode julgar todo o livro?”

Desta vez as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado, afinal, agora eram doze lindos cavalos.

O único filho do velho começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas mais uma vez julgaram e disseram: “Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas e na velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.”

O velho disse: “Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma bênção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.”

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistarem. Somente o filho do velho foi deixado pra trás, pois se recuperava das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentado-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram: “Você tinha razão velho, o que aconteceu com seu filho foi uma bênção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos forma-se para sempre.”

O velho respondeu: “Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma bênção ou uma desgraça. Não devemos julgar, pois o julgamento nos deixa obcecados com fragmentos e deixamos de crescer porque o nosso mental fica estagnado. Julgar é um processo sempre arriscado e desconfortável.”

A jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina e outra começa. Uma porta se fecha e outra se abre. Atingimos um pico e sempre existirá um pico mais alto. Precisamos aprender a não julgar, pois quando não sentimos esta necessidade, estamos satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e de nele crescer. Somente assim caminhamos em harmonia com as Leis Divinas.

(Conto Chinês)